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Anatel quer expandir banda larga...

Publicado dia 02/08/2018 às 14h56min
Segundo a agência, mais de 29 milhões de pessoas continuam sem o serviço no Brasil

Já pensou em chegar em casa e não conseguir acessar a internet? Parece algo difícil hoje em dia, não é? Mas não é bem assim. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)revelam que essa ainda é a realidade de 14% da população brasileira. Isto é, mais de 29 milhões de pessoas continuam sem o serviço de banda larga fixa no País. E elas estão, sobretudo, no Norte/Nordeste. Por isso, a Anatel está reunindo sugestões de políticas públicas que possam contribuir com a democratização desse serviço nos próximos quatro anos. 
 

Segundo a Anatel, as propostas podem ser enviadas até o próximo dia 9 e serão levadas em conta na elaboração de um grande relatório sobre o setor de telecomunicações brasileiro. É o Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT-2018), que está sendo desenvolvido há quase dois anos e terá a versão final apresentada neste ano, junto com sugestões para os próximos governantes de como melhorar o acesso à internet no País. “A ideia do PERT é ter um diagnóstico da situação da banda larga nacional. Mas, além desse levantamento de informações, o plano apresenta algumas possíveis soluções para esse problema. Então, poderá servir de subsídio para as políticas públicas do Governo Federal”, explicou o gerente de universalização da Anatel, Eduardo Jacomassi.

Jacomassi contou ainda que esse levantamento está sendo atualizado, mas já indica uma falta considerável de conectividade no Norte/Nordeste. É que 2.345 municípios sem acesso à internet por fibra ótica foram identificados no interior do Nordeste, na região amazônica e no norte de Minas Gerais, o que representa 14% da população brasileira. Por isso, entre as sugestões do PERT-2018, estão alternativas que buscam acabar com essa “exclusão virtual” até o ano de 2022. A ideia inicial é cobrir 75% desses municípios, ou 95% dessa população, com cabos de fibra óptica, que garantem uma transmissão mais veloz dos dados. Já os outros municípios devem ser conectados via rádio de alta capacidade. 

“Essas regiões têm mais deficiência da infraestrutura que dá suporte à prestação do serviço de banda larga. E isso acontece porque, como têm uma população pequena e normalmente de baixa renda, os pequenos municípios ainda não foram atendidos pelo mercado. É preciso, então, que o governo estimule a chegada da rede nesses locais”, defendeu Jacomassi, dizendo que essas informações iniciais já foram enviadas para o Ministério de Ciência e Tecnologia. Ainda há a expectativa de que esses dados também orientem os próximos investimentos privados do setor de telecomunicações. Por isso, sugestões empresariais também foram colhidas nessa quarta-feira (1º), em audiência pública, em Brasília.

Fonte: FolhaPE

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