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POLÍTICA:

Armando se arrepende pelo voto favorável aos ministros do STF...

Publicado dia 13/11/2018 às 08h31min
Reajuste dos ministros do STF terá um “efeito cascata” de aproximadamente 4 bilhões

O senador Armando Monteiro confessou ontem à Rádio CBN do Recife que se arrependeu por ter votado favoravelmente ao projeto de lei que reajustou em pouco mais de 16% os subsídios dos ministros do STF. Só o fez, todavia, porque o presidente da Suprema Corte, ministro Dias Tofolli, procurou pessoalmente diversos congressistas com a promessa de que se o reajuste fosse aprovado seriam extintos automaticamente todos os “penduricalhos” que engordam os contracheques de Suas Excelências, entre eles o auxílio moradia que custa aos cofres públicos, anualmente, segundo cálculos do ministro Gilmar Mendes, cerca de 1 bilhão. O líder petebista não avaliou corretamente na hora de votar o impacto que teria nos cofres públicos da União e dos Estados o reajuste de pouco mais de 5 mil reais nos subsídios dos 11 ministros: cerca de 4 bilhões/ano, a partir de 2019, devido ao chamado “efeito cascata”. Isto é, ao reajuste dos membros da Suprema Corte atrelam-se os subsídios de todas as outras categorias do Judiciário e do Ministério Público país afora. O senador reconhece que foi inoportuna a aprovação deste reajuste, poucos dias após o Brasil ter elegido um novo presidente da República, que chegou a fazer um apelo ao Congresso para que não o aprovasse. E já que não pode mais voltar atrás, restou-lhe a oportunidade de pedir desculpas aos pernambucanos, o que o engrandece.

Audiência pública
O novo ministro do Trabalho, Caio Vieira de Melo, estará na Fiepe hoje, às 14h, para participar de uma audiência pública sobre “Novas tecnologias e o futuro do trabalho”. Talvez o evento seja inócuo porque Bolsonaro já anunciou que pretende extinguir o Ministério do Trabalho. Também estarão no evento o presidente Ricardo Essinger e o superintendente Geovane Freitas.

Lançamento > A professora Anita Prestes, filha do lendário Luiz Carlos Prestes, lançará hoje em Carnaíba, onde se homenageia o mais ilustre filho da terra, Zé Dantas, parceiro de Luiz Gonzaga, dois livros de sua autoria, um sobre sua mãe, Olga, que virou tema de filme no Brasil.
 

 


Atraso > O prefeito de Palmares, Altair Júnior (MDB), não paga há 3 meses o salário dos servidores públicos municipais. Isto é prenúncio de que a prefeitura está quebrada. Altair apoiou 
Raul Henry (MDB) à Câmara Federal e poderia ter-lhe dado mais votos não fosse a quebradeira. 

Vai descansar > O ministro Raul Jungman (Segurança Pública) não pretende voltar à política após descer a rampa do Planalto com o presidente Temer. Deixou o PPS por divergências com o presidente nacional, Roberto Freire, e nem sabia que o partido vai se chamar “Movimento”.

À cadeia > “Se for necessário prender 100 mil, qual é o problema?”, pergunta o deputado federal e filho do presidente eleito, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), sobre a política de endurecimento com a bandidagem. Bolsonarinho talvez não saiba que o Brasil tem um déficit carcerário de 350 mil vagas e que cada preso custa ao Estado R$ 2.400,00/mês.

Avaliação > A Academia Brasileira de Ciências (RJ) começa amanhã uma séria de palestras para avaliar o cenário político nacional pós eleição de Bolsonaro. O primeiro palestrante será o sociólogo pernambucano Antonio Lavareda.

Fonte: FolhaPE